quarta-feira, 13 de março de 2013

A paz do senhor! Segue o trabalho da PSICOLOGIA DA RELIGIÃO - Pastor Júlio.


PSICOLOGIA DA RELIGIÃO  (Breve Panorama)


Definição

Entende-se por Psicologia da Religião o campo da Psicologia dedicado ao estudo do comportamento religioso, comportamento que envolve aspectos cognitivos e afetivos do ser humano. A Psicologia da Religião, assim, apesar do nome, não estuda propriamente a religião, mas a relação do ser humano com a religião seja ela qual for, tanto de adesão como de afastamento, de modo a serem estudados tanto o comportamento dos religiosos como o comportamento dos não-religiosos. Em resumo, os psicólogos da religião não se pronunciam quanto à realidade do objeto religioso, ou seja, não afirmam nem negam a existência de uma transcendência nem de figuras religiosas como deuses, demônios, espíritos, mas querem conhecer o que leva as pessoas a afirmarem ou negarem essa transcendência, a crer ou não crer nessas figuras e a venerá-las ou combatê-las.

Não há um consenso acadêmico para uma definição unilateral, todavia a explicitamos como uma logia (estudo/reflexão) do fenômeno religioso do ponto de vista psicológico, ou seja, a aplicação dos princípios e métodos da psicologia ao estudo científico do comportamento religioso do homem, quer como indivíduo, quer como membro de uma comunidade religiosa. O que pode se aplicar a qualquer ato ou atitude, individual ou coletiva, pública ou privada, que tenha específica referência ao divino ou sobrenatural. Muito embora, esse divino ou sobrenatural é definido em termos da fé pessoal de cada indivíduo o que por si só às vezes torna o terno a ser analisado de grande complexo, pois cada indivíduo em si pode ser contemplado como um universo paralelo.

História

A origem do fenômeno religioso mescla-se a origem do próprio homem em sua crescente tomada de consciência, constituindo um fato impreciso aos atuais historiadores. Os primeiros indícios de comportamento religioso acham-se entre os homens da pré-história, mais especificamente os de Cro-Magnon (entre 10.000 a 40.000 anos) que em certo momento passaram a personificar os elementos exteriores, personificando e espiritualizando as forças da natureza, dando origem as primeiras entidades mais ou menos autônomas e as primeiras formas de cultos conhecidas. Desde então a religião vem se desdobrado em um contínuo elaborar de suas próprias práticas e conteúdos, resultando na miríade de rituais e crenças que encontra-se atualmente.
A concepção moderna do conceito de Religião surgiu a não mais que 150 anos, durante o curso do iluminismo europeu, idéia que foi se desenvolvendo no Ocidente em um paulatino processo de confirmação, gradualmente transformando-se em objeto até ser concebida como uma entidade sistemática objetiva. A necessidade de identificar as diferenças doutrinárias fundamentais das quais dependiam a salvação eterna levaram os estudiosos a focarem-se no aspecto externo da conduta dos fiéis, formando assim a idealização das religiões modernas como instituições sociais de crenças e ritos. Até então, o que se entendia por religião indicava apenas "um conjunto de regras, de interdições sem se referir à adoração de divindades nem as tradições místicas, nem à celebração de festas, nem a tantas outras manifestações consideradas em nossos dias, como religiosas", assim ao aplicarmos esse termo a outras épocas e contextos, como por exemplo, a civilização oriental há uma transposição de sentido.
A psicologia, como saber coligado ao campo científico, parece constituir um binômio conflitante com a religião. Estudiosos afirmam que a atitude científica sempre desconfiou da veracidade de certezas transcendentes, pois a “Religião” procura dar aos humanos um acesso a verdade do mundo. Esse relacionamento foi conflituoso durante os primeiros passos da disciplina psicológica, quando a “Ciência” ainda se firmava como vertente separada do domínio religioso. Eruditos da área constatam que até a metade do século XX, psicólogos e psiquiatras viam a expressão religiosa como um evento perigoso, ou mesmo nociva para a saúde mental, baseados em ocorrências como a manifestação de delírios místicos, encorajamento de experiências suspeitas, neuroses coletivas e etc. Sendo assim a psicologia e a religião estiveram por muito tempo isoladas, pois enquanto a psicologia buscava seu status de ciência, aspectos referentes a espiritualidade e religiosidade foram negados já que poderiam gerar confusões, principalmente em relação ao papel do psicólogo, visto que ele não almejava ser confundido com um pregador ou algo do gênero.
A atualidade não caminha nesse sentido, pois entende-se que a psicologia e religião são complementares. Isso é verdadeiro em três sentidos: em primeiro lugar, nós não devemos mais pensar em termos de psicologia versus religião, como explicações opostas do comportamento humano. Não se destrói a validade de uma área simplesmente porque se aceita a validade da outra, porquanto elas não são reciprocamente excludentes. Como uma explicação psicológica da vida das pessoas não elimina o possível valor de verdade de uma visão religiosa (e vice-versa), os pesquisadores e os peritos de um campo não precisam considerar os outros como uma ameaça. Ao contrário, eles são livres para influenciar-se e ajudar-se mutuamente. Em segundo lugar, psicologia e religião chegaram, em certos casos, a conclusões paralelas.  Em terceiro lugar, psicologia e religião são, na prática, complementares.

O Fenômeno Religioso

O fenômeno religioso está enquadrado dentro do comportamento religioso que se pode entender que seja qualquer ato ou atitude que tem referência específica ao divino ou sobrenatural. Em síntese esboçaremos duas das principais vertentes dessas interpretações religiosas.
Para Freud, a religião nada mais é do que a projeção infantil da imagem paterna. Ela é uma ilusão, não porque seja má em si, mas porque tende a levar o homem a fugir de sua realidade e contingência humanas. Para Freud a religião não passa de mera ilusão psicológica, pois assim se transcreve a sua tese: ...Todo bebê, ao nascer, vive as primeiras fases de sua vida em um estado fusional com a mãe. Chega, porém, um momento em que a união fusional com a mãe é interrompida pela entrada, em cena, da figura do pai, como Portador da Lei simbólica. Para continuar a se desenvolver, a criança precisa aceitar esta Lei e assumir sua castração simbólica, ou seja, renunciar às ambições fálicas do seu narcisismo infantil. Surge, então, um grande conflito que a Lei do pai impõe à criança, ou seja, o sentimento de amor e de ódio que ela nutre pela figura deste pai. Ela o odeia por tê-la separado de sua mãe, rompendo a relação fusional em que se encontrava; mas, ao mesmo tempo, ela o ama e anseia por sua proteção. Para Freud, esse sentimento infantil perdura por toda a idade adulta.
Assim, Deus nada mais é do que a imagem idealizada do pai, no qual a criança procura proteção para superar o seu desamparo. Esta imagem idealizada de um pai protetor onipotente é uma criação imaginária da criança, que só tem sentido enquanto ela vive sob a égide do princípio do prazer, sem ainda não se confrontar com a realidade. Fixar-se, porém, nesta imagem, mesmo depois que a criança deixou de ser criança e se tornou uma pessoa adulta, é o que, para Freud, se caracteriza como ilusão. Para ele, a religião se originou do desamparo da criança prolongada na idade adulta. No lugar do pai protetor da infância, o homem adulto põe o Deus, Pai, Todo-Poderoso, a quem se deveria louvar e dar graças em todo o tempo e lugar... (David, 2003, p.14).
Sigmund Freud analisa tal perspectiva partindo do pressuposto que o homem religioso lança mão de cerimoniais e práticas religiosas a fim de neutralizar a força pulsional dos seus desejos. Ou seja, o religioso enfrenta um sério embate psicológico interno: obedecer às pulsões e desobedecer à lei ou obedecer à lei e abrir mão das pulsões. Sendo assim, os rituais assumem uma função protetora diante do conflito. "Assim, os atos cerimoniais obsessivos surgem, em parte, como proteção contra o mal esperado" e outra como fuga de suas pulsões internas. Muito embora para Freud tais “atos” podem ser motivadas por razões inconscientes que seguem a lógica da neurose obsessiva.


Outro expoente e em tese divergente a Freud é o proeminente Jung. Para Jung, o seu campo interpretativo no tocante a experiência religiosa resulta do inconsciente coletivo, que por sua vez, é composto de energias dinâmicas e de símbolos de significação universal. Jung considerava todas as religiões válidas, visto que todas recolhem e conservam imagens simbólicas advindas do inconsciente, elaborando-as em seus dogmas e, assim, realizando conexões com as estruturas básicas da vida psíquica. "As organizações ou sistemas são símbolos que capacitam o homem a estabelecer uma posição espiritual que se contrapõe à natureza instintiva original, uma atitude cultural em face da mera instintividade. Esta tem sido a função de todas as religiões (Jung, 1997, p. 57)

Jung via a religiosidade como uma função natural e inerente à psique. Chegava a considerá-la, como um instinto, um fenômeno genuíno. A religião era vista mais como uma atitude da mente do que qualquer credo, sendo este uma forma codificada da experiência religiosa original. Para Jung a Religião tinha importância tal que julgava que os indivíduos ficavam doentes quando se desligavam do ser divino subjacente em quase todas as religiões e que a cura somente acontecia pelo fato deste mesmo indivíduo retornar as suas origens religiosas.
A grande síntese de tal temática em torno de todos os grandes pensadores sobre o assunto seja um dualismo paradoxal, pois alguns defendem o ponto de vista que o aspecto religioso-psicológico é positivo, pois é fator importantíssimo na integração da “personalidade”, enquanto outros defendem que a experiência religiosa tem basicamente a mesma dinâmica da esquizofrenia, sendo apenas expressões da personalidade que se vê ameaçada por algum motivo (interno ou externo) ao ponto de sua desintegração, recorrendo assim ao método mais eficaz para evitar a catástrofe, i é a “religio”.


 Experiência Religiosa

Entende-se por experiência religiosa toda emocionalidade que emana de dentro para a fora, mas que, todavia deve ser entendido com um sentido mais amplo, isto é da própria “vivência do indivíduo” que lhe pode ser aprendido ou influenciado externamente e que lhe é percebido tanto pelos sentido sociais ou fisiológicos do ser.
A experiência religiosa é fundamental ao funcionamento harmonioso do psiquismo e ajuda o homem a compreender realidades do universo que não podem ser conhecidas de outras maneiras.  A experiência  religiosa pode ser entendida pelo nível de intensidade da “vivência religiosa”, onde podem ocorrer ao indivíduo êxtases acompanhados ou não de outros fenômenos extraordinários como visões, levitações, vozes, e etc, muito embora não confundamos experiência religiosa e a experiência mística.
Pois a primeira está diretamente atrelado aos ritos cerimoniais e vivência do indivíduo em si, enquanto o místico na verdade é um “iluminado” que conhece profundidades da divindade, ou que a própria “experiência religiosa” lhe proporcionou lhe dando assim um “status’ de alguém com um conhecimento superior que os demais não possuam.


Conversão Religiosa

Tal fator é extremamente complexo de ser analisado, todavia o que podemos perceber é que existem estágios que precedem tal “fenômeno” que são de suma importância para tal reconhecimento, sendo a título de exemplo a própria dúvida que é parte integral ao desenvolvimento religioso do homem, bem como de todo o processo evolutivo de sua personalidade.

O processo da conversão religiosa parece ter certas características comuns. Não importa qual seja a religião do homem, sua conversão é, ordinariamente, marcada por certos estágios bem definidos. Quase todos os eruditos que estudam o fenômeno da conversão religiosa reconhecem pelo menos três estágios fundamentais: o período de inquietação, o período de crise e o período de paz espiritual. Ainda alguns acadêmicos acrescentam um quarto estágio, isto é, a expressão concreta dessa experiência através da vida e do comportamento do indivíduo.



Misticismo Religioso

Entende-se por misticismo religioso o senso-percepção de um ser ou de uma realidade através de meios que são os processos cognitivos ordinários ou o uso da razão. Está relacionado diretamente com a experiência do indivíduo variando sempre do seu nível de intensidade. Sendo que tais manifestações devem variar em seus expoentes, pois, existem aqueles que procuram através de danças, expressões corporais diversas, jejuns, abstinências diversas, uso de bebidas embriagantes, etc, a atingirem o nível de percepção espiritual para que o indivíduo tenha a capacidade de atingir o infinito, tal posição remonta uma postura mais ativa. Na outra vertente mais passiva o indivíduo simplesmente se expõe a receber a visitação divina.

Religião e a Saúde Mental

Tal questão hoje é muito mais esclarecida que outrora, pois a grade do reconhecimento tem a cada dia se alastrando em diversos cantos do país, pois tem se reconhecido o papel da religião na formação da personalidade trazendo equilíbrio para as funções psíquicas nas mais variadas etapas do processo evolutivo do indivíduo.

A Religiosidade e a Saúde Mental são assuntos que estão sendo alvos de estudos e pesquisas, pois busca-se explorar a experiência da fé religiosa no benefício das pessoas e como essa afeta diretamente o indivíduo. Os estudos de boa qualidade apontam que os níveis mais elevados no envolvimento religioso associam-se de forma positiva a indicadores de bem estar psicológico, tais como: satisfação com a vida, felicidade, afeto positivo e moral mais elevado e a menos depressão, pensamentos e comportamentos suicidas, e uso abusivo de álcool e drogas.

Parece-nos cada vez mais contundentes nos meios acadêmicos que a “Religião, Espiritualidade ou Fé” se mostram cada vez mais benéficos aos indivíduos a lidarem com seus traumas, stresses, bem como a recuperação das doenças e de curas propriamente ditas, isto significa um significativo avanço de percepção das contribuições que a “fé” pode exercer sobre o homem.

Bibliografia

David, S. N. (2003). Freud e a religião. Rio de Janeiro: Zahar.
JUNG, C.G A Energia Psíquica. Petrópolis: Vozes.


TRABALHO: Recomendações Importantes

OBS: Os trabalhos devem ser entregues de acordo com as normas da ABNT.

·        Capa
·        Sumário
·        Desenvolvimento
·        Fonte: Arial ou Times New Roman
·        Tamanho: 12
·        Espaçamento: 1,5.

ESCOPO: Trabalho de Campo (Pesquisa)

Uma vez que o campo da psicologia da religião analisa a psique humana em face às questões transcendentais ou religiosas... A presente proposta consiste em realizar uma “pesquisa de campo.” Que deve perfazer a algumas etapas como se segue:

1º Entrevistar no mínimo três (3) pessoas (uma de cada denominação) e relatar o seu testemunho de conversão religiosa. Preferência: um cristão de uma igreja Pentecostal, outro de uma igreja Tradicional, e outro de uma igreja Neo-Pentecostal.

2º É preciso nome completo da pessoa, sexo, idade, nome da igreja, e tempo de cristã.

3º Levar em consideração no presente trabalho aspectos da conversão do indivíduo, ou seja, as crises existenciais, dúvidas, medo, fé, conversão, experiências espirituais, paz interior, alegria, satisfação, sentimentos, emoções, motivação e etc. Ou seja, em termos bem práticos: Como era essa pessoa antes de se converter e como ela é agora?

Todas as informações diretas e indiretas serão de grande valia para que você aluno, saia das questões técnicas e teóricas e adentre ao mundo prático-real, aguçando assim um senso perceptivo do que realmente se trata a psicologia da religião.

Data de Entrega: 24/08
Valor: 10 pontos
Posterior a data: (-) 2 pontos


“O mundo da linguagem sem o mundo da prática é um mundo vazio”.
Banda Cadetral, anos 90.

sábado, 9 de março de 2013

Segue o trabalho de Filosofia da Professora Thais.


HISTÓRIA DA FILOSOFIA

P   Professora: Thaís Leite  - 2º ano/2013

Justificativa: Filosofia é o pensamento do homem acerca de Deus, do homem e do universo.  Enquanto a Teologia é a resposta a estas questões; logo é importante o teólogo saber Filosofia, pois esta lhe ajudará muito na resolução dos problemas do próprio homem.

Objetivo Geral: Proporcionar ao aluno uma visão geral da história da Filosofia, abrindo-lhe o entendimento crítico para as diferentes correntes filosóficas.

LEITURA:

Para que Filosofia?

Ora, muitos fazem uma outra pergunta: afinal, para que Filosofia? É uma pergunta interessante. Não vemos nem ouvimos ninguém perguntar, por exemplo, para que matemática ou física? Para que geografia ou geologia? Para que história ou sociologia? Para que biologia ou psicologia? Para que astronomia ou química? Para que pintura, literatura, música ou dança? Mas todo mundo acha muito natural perguntar: Para que Filosofia? Em geral, essa pergunta costuma receber uma resposta irônica, conhecida dos estudantes de Filosofia:  “A Filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Ou seja, a Filosofia não serve para nada. Por isso, se costuma chamar de  “filósofo” alguém sempre distraído, com a cabeça no mundo da lua, pensando e dizendo coisas que ninguém entende e que são perfeitamente inúteis.Essa pergunta, “Para que Filosofia?”, tem a sua razão de ser.
Em nossa cultura e em nossa sociedade, costumamos considerar que alguma coisa só tem o direito de existir se tiver alguma finalidade prática, muito visível e de utilidade imediata.
Por isso, ninguém pergunta para que as ciências, pois todo mundo imagina ver a utilidade das ciências nos produtos da técnica, isto é, na aplicação científica à realidade.Todo mundo também imagina ver a utilidade das artes, tanto por causa da compra e venda das obras de arte, quanto porque nossa cultura vê os artistas como gênios que merecem ser valorizados para o elogio da humanidade.
Ninguém, todavia, consegue ver para que serviria a Filosofia, donde dizer-se: não serve para coisa alguma.
Parece, porém, que o senso comum não enxerga algo que os cientistas sabem muito bem. As ciências pretendem ser conhecimentos verdadeiros, obtidos graças a procedimentos rigorosos de pensamento; pretendem agir sobre a realidade, através de instrumentos e objetos técnicos; pretendem fazer progressos nosconhecimentos, corrigindo-os e aumentando-os.Ora, todas essas pretensões das ciências pressupõem que elas acreditam naexistência da verdade, de procedimentos corretos para bem usar o pensamento, na tecnologia como aplicação prática de teorias, na racionalidade dos conhecimentos, porque podem ser corrigidos e aperfeiçoados.Marilena Chauí
Verdade, pensamento, procedimentos especiais para conhecer fatos, relação entre teoria e prática, correção e acúmulo de saberes: tudo isso não é ciência, são questões filosóficas. O cientista parte delas como questões já respondidas, mas é a Filosofia quem as formula e busca respostas para elas.
Assim, o trabalho das ciências pressupõe, como condição, o trabalho da Filosofia, mesmo que o cientista não seja filósofo. No entanto, como apenas os cientistas e filósofos sabem disso, o senso comum continua afirmando que a Filosofia não serve para nada. Para dar alguma utilidade à Filosofia, muitos consideram que, de fato, a Filosofia não serviria para nada, se  “servir” fosse entendido como a possibilidade de fazer usos técnicos dos produtos filosóficos ou dar-lhes utilidade econômica, obtendo lucros com eles; consideram também que a Filosofia nada teria a ver com a ciência e a técnica.
Para quem pensa dessa forma, o principal para a Filosofia não seriam os conhecimentos (que ficam por conta da ciência), nem as aplicações de teorias (que ficam por conta da tecnologia), mas o ensinamento moral ou ético. A
Filosofia seria a arte do bem viver. Estudando as paixões e os vícios humanos, a liberdade e a vontade, analisando a capacidade de nossa razão para impor limites aos nossos desejos e paixões, ensinando-nos a viver de modo honesto e justo na companhia dos outros seres humanos, a Filosofia  teria como finalidade ensinarmos a virtude, que é o princípio do bem-viver.
Essa definição da Filosofia, porém, não nos ajuda muito. De fato, mesmo para ser uma arte moral ou ética, ou uma arte do bem-viver, a Filosofia continua fazendo suas perguntas desconcertantes e embaraçosas: O que é o homem? O que é a vontade? O que é a paixão? O que é a razão? O que é o vício? O que é a virtude?
O que é a liberdade? Como nos tornamos livres, racionais e virtuosos? Por que a liberdade e a virtude são valores para os seres humanos? O que é um valor? Por que avaliamos os sentimentos e as ações humanas?
Assim, mesmo se disséssemos que o objeto da Filosofia não é o conhecimento da realidade, nem o conhecimento da nossa capacidade para conhecer, mesmo se disséssemos que o objeto da Filosofia é apenas a vida moral ou ética, ainda assim, o  estilo filosófico e a  atitude filosófica permaneceriam os mesmos, pois as perguntas filosóficas - o que, por que e como - permanecem.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. Editora Ática.


TRABALHO

          O trabalho deverá ser entregue de acordo com as normas da ABNT. Entretanto, contendo apenas:

* Capa
* Sumário
* Desenvolvimento ( com no mínimo 7 páginas)
* Bibliografia
* Fonte: Times New Roman
* Tamanho 12
* Espaçamento 1,5.
    
          O desenvolvimento se dará seguindo os seguintes tópicos:

1)        Para que serve a Filosofia?
2)        Características da Filosofia Oriental.
3)        Características da Filosofia Grega.
4)        Características da Filosofia Patrística.
5)        Características da Filosofia Medieval.
6)        Características da Filosofia Moderna.
7)        Características da Filosofia Contemporânea.


Obs.: Não será aceito plágio, ou seja, texto retirado totalmente da internet ou de outro texto.
Leia sobre o assunto e escreva com suas palavras.


Data de entrega: 13 de abril de 2013.
Valor: 10 pontos
Posterior a data: menos 2 pontos.


Bom trabalho e qualquer dúvida é só me procurar.
A paz do Senhor Seminaristas!!!! Mas um ano se inicia, então... é hora que colocar as ideias em ordem e manter a concentração nos estudos, sabendo que vocês estão sendo formados para abençoar vidas e também formar novos discípulos. Lembre-se: Deus sempre estará com vocês! E que Ele nunca nos dá algo maior que possamos suportar.
Para uma reflexão:


Líder é aquele que por pura devoção,
Transmite aos seus liderados lições do coração,
Que transforma o seu ministério numa linda canção,
Que ensina não por lucro, mas por pura vocação.

Ser líder é ensinar lições no dia a dia
É transformar fracassos em doces melodias.
É fazer do discípulo sua célula mater,
Que possa transformar a vida e o caráter,

Ser líder é dedicar-se a arte de ensinar,
De manhã, a tarde, a noite sem desanimar,
É encarnar na vida o ato de se dar,
É viver todos os dias somente para amar.

Ser líder é muito mais do que dar informações,
É bem mais complicado que passar lições,
É seguir o nobre exemplo do Senhor Jesus,
É perder a própria vida no carregar a Cruz.

Ser líder é investir na alma das pessoas,
É transformar fracassos em pura esperança,
É investir no hoje para ter um futuro sem dor,
É fazer com que o fraco venha ser vencedor.

Ser líder é privilégio de alguns iluminados,
É a consequência de corações vocacionados,
É o maior presente que se poderia ter,
É servir, servir, servir, até morrer!

Texto: “Ser mestre”
Autor: Anônimo – adaptado por Naiara Avelar Dias

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Matéria de Antropologia - pastor Angelo.

Avaliação: 4 pontos
Síntese do material (máximo de 4 folhas) - Folha A4 –Espaço simples – Tamanho 12 –  mínimo 20 e máximo 30 linhas por folha.

Pesquisa: 2 pontos
Dois conceitos no entendimento dois pais
Dois conceitos no entendimento de dois educadores com nome completo e identificação e assinatura.

Atividade Final: 4 pontos
Oito perguntas subjetivas e relevantes com no mínimo seis linhas de resposta.


A DOUTRINA DO HOMEM (Antropologia)

·      Quando contemplo os teus céus, obras dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres e o filho do homem, que o visites. Salmo 8:3-4.
·      Ninguém pode negar a importância que tem tido para o homem a pergunta por seu próprio ser. Esta importância tem crescido em tal magnitude que a pergunta sobre o que é o homem ocupa o ponto central das preocupações teológicas e filosóficas da presente geração.
·      A inquietação vai além da pergunta: o que é o homem? Envolve o que o homem tem sido.
·      Tão problemática é a situação do homem moderno que nem sequer pode aceitar o transcendente. Seu excessivo racionalismo o induz a descartar as possibilidades da fé e a desconhecer a revelação de Deus.
               
“Os chineses falam de dois homens bons: o que está morto e o que não nasceu”.
Oliveira, Sabedoria Concentrada, p.141.

·      Em realidade existem três possíveis caminhos que podem trazer possíveis respostas à pergunta: que é o homem? Estes são: a filosofia, a teologia e a Bíblia ou palavra revelada por Deus. Cada um deles produz um tipo específico de antropologia.

A DOUTRINA DO HOMEM
ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA
                                                                                                                             
·        Segundo Kierkegaard, o maior problema que enfrenta o homem é sua própria alienação, que surge das destruídas relações do homem consigo mesmo. Sugere que a solução para esta alienação se encontra na reintegração do próprio eu, a qual deve surgir como resultado de uma fé religiosa.
·        Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente
·        Segundo Sartre, ao homem corresponde uma liberdade absoluta com a qual chega a ser independente de toda ordem, de toda lei e de todo objetivo. É um ser completamente entregue a si mesmo e às suas decisões. O que é que o homem consegue realmente com esta liberdade? O próprio Sartre reconhece que esta liberdade priva o homem de toda base sobre a qual pretende construir suas ações e portanto nenhuma ação pode ser boa, mas apenas uma dádiva cruel que o condena à liberdade como uma maldição. O homem não é uma realidade completa. É somente sua própria possibilidade, é apenas um projeto de si mesmo.
·        Herbert Marcuse, considera que a verdadeira face de nosso tempo é delineada com os conflitos interiores do homem solitário, porém sua história real está na luta titânica da ação política. Deste modo ele expõe uma relação íntima entre a temática existencialista e os conteúdos da política. A política não pode atuar somente na vida externa do homem, deve também incorporar seu eu interior.
·        Para Karl Marx  o homem como indivíduo modifica-se no curso da história. Desenvolve-se. Transforma-se. É o produto da história. O homem faz a história e é o produto de seu próprio feito. O homem é aquilo que ele fez de si mesmo e a história é o registro da auto-realização do homem. O homem não é um ser passivo. É ativo e produtivo. Compreende e controla o mundo objetivo com suas próprias faculdades.

SÓCRATES
               
Sua missão era levar os cidadãos à conversão moral. Em nome dessa missão desprezava honras, dinheiro e até a própria vida.
A filosofia socrática foi marcada pela inabalável certeza de que o homem é capaz de atingir a verdade.
O pressuposto para atingir a verdade é a humildade e o método, o diálogo.

AGOSTINHO

“Os vossos anos são como um só dia, e vosso dia não se repete de modo que passa a chamar-se cotidiano, mas é um perpétuo hoje, porque esse vosso hoje não se afasta do amanhã, nem sucede o ontem. O vosso hoje é a eternidade.”
Agostinho, Os pensadores, p. 243.

A CIDADE DE DEUS
Amando-se uns aos outros no amor a Deus, os cristãos, embora vivam nas cidades temporais, constituem os habitantes da eterna cidade de Deus. Na aparência, ela se confunde com as outras, como o povo cristãos com os outros povos, mas o sentido da história e sua razão e sua razão de ser é a construção da cidade de Deus, em toda parte e todo tempo.
Barsa, p.144

POTÊNCIA E ATO
A essência das coisas não está fora delas, mas nelas mesmas.
1.Potência – O que está contido numa matéria e pode vir a existir.
                Exemplo: A semente é uma árvore impotencial
2.Ato – Atualidade de uma matéria, sua forma num dado instante de tempo. O ato é a forma que atualizou uma potência contida na matéria.

O CONHECIMENTO
O conhecimento funda-se no sensitivo. Partindo da sensação até a intelecção.

A FELICIDADE
A perfeita felicidade não pode se constituir só na contemplação das idéias, mas exige também uma adequada satisfação dos sentidos.

O HOMEM
                O homem não é só alma, como dizia Platão, mas é o resultado de uma união substancial da alma e corpo, a primeira concebida como forma e a segunda como matéria.
  1. Alma – Forma                                 
  2. Corpo – Matéria
                Existe a essência de um Ser eterno, imutável, imperecível, sempre idêntico a si mesmo, perfeito, imaterial, conhecido apenas pelo intelecto, que o conhece como separado de nosso mundo, superior a tudo que existe, e que é o Ser por excelência: o Ser Divino.
                As coisas se transformam porque desejam encontrar sua essência total e perfeita. É pela mudança incessante que buscam imitar o que não muda nunca.
                O Ser Divino é o Primeiro Motor Imóvel do mundo, isto é, aquilo que, sem agir diretamente sobre as coisas, ficando a distância delas, as atrai e é desejado por elas.
               
                Tal desejo as faz mudar para um dia, não mais mudar (Esse desejo, diz Aristóteles, explica porque há o devir e porque o devir é eterno, pois as coisas naturais nunca poderão alcançar o que desejamos, isto é, a perfeição imutável).

DESCARTES

“Decartes faz a hipótese extrema, cética, de que todo o saber possa ser ou um sonho ou um engano de um todo-poderoso gênio malígno, de um supremo principio irracional,que, em lugar de um Deus sapiente, presida ao universo e possa, portanto, nos enganar de todo em nosso conhecimento.”
“Admitido isso, segue-se logicamente também a desvalorização de todos os conhecimentos recebidos por tradição; pois estes conhecimentos poderiam ter sido comprometidos por aquela radical incapacidade humana de conhecer a verdade”
               
Padovani, História da filosofia,p.290-291



A DOUTRINA DO HOMEM
ANTROPOLOGIA NA PERSPECTIVA DE ELLEN WHITE

O homem foi originariamente dotado de nobres faculdades e de um espírito bem equilibrado. Era um ser perfeito, e estava em harmonia com Deus. Seus pensamentos eram puros, santos os seus intentos. Mas pela desobediência, suas faculdades foram pervertidas, e o egoísmo tomou o lugar do amor. Sua natureza tornou-se tão enfraquecida pela transgressão que lhe era impossível, em sua própria força, resistir ao poder do mal. Fez-se cativo de Satanás, e assim teria permanecido para sempre se Deus não tivesse intervindo de modo especial.
Caminho a Cristo, p. 17.
Era desígnio do tentador frustrar o plano divino quanto à criação do homem, e encher a Terra de miséria e desolação. E todo este mal ele apontava como conseqüência da criação do homem por Deus. 
Caminho a Cristo, p. 17.

"Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Rom. 7:24. Tal é o brado que tem subido de corações oprimidos, em todas as terras e em todos os tempos. Para todos só existe uma resposta: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." João 1:29.
Caminho a Cristo, p. 19.

A importância de buscar um completo conhecimento das Escrituras dificilmente pode ser avaliada. "Divinamente inspirada", capaz de nos fazer sábios "para a salvação", tornando o homem de Deus "perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra" (II Tim. 3:15-17), a Bíblia tem o mais sagrado direito à nossa reverente atenção.
Conselhos a professores, pais e estudantes, p. 139.

A violação da lei física e sua conseqüência - o sofrimento humano - têm prevalecido por tanto tempo, que homens e mulheres consideram o presente estado de doença, sofrimento, debilidade e morte prematura, como a sorte destinada aos seres humanos. O homem saiu das mãos do Criador perfeito e belo na forma, e de tal modo dotado de força vital que levou mais de mil anos para que os corruptos apetites e paixões, bem como a geral violação da lei física, fossem sensivelmente notados.
Conselhos sobre educação, p.9.

Todo homem tem, em grande medida, a oportunidade de fazer de si mesmo aquilo que escolher ser. As bênçãos desta vida, bem como do estado imortal, estão ao seu alcance. Ele pode edificar um caráter de sólido valor, ganhando nova força a cada passo. Pode avançar diariamente em conhecimento e sabedoria, cônscio de novas luzes ao progredir, acrescentando virtude a virtude, graça a graça. Suas faculdades melhorarão com o uso; quanto mais sabedoria alcança, maior será sua capacidade de conquista. Sua inteligência, conhecimento e virtude, desenvolver-se-ão assim com maior força e mais perfeita simetria.
Conselho sobre regime alimentar, p.15.

O Criador do homem organizou a maquinaria viva de nosso corpo. Cada função é maravilhosa e sabiamente arranjada. E Deus Se comprometeu a manter esta maquinaria humana em saudável funcionamento desde que o instrumento humano obedeça a Suas leis e coopere com Ele. Cada lei governadora da máquina humana deve ser considerada tão divina na origem, caráter e importância como a Palavra de Deus. Cada ação descuidada e desatenta, qualquer abuso imposto ao maravilhoso mecanismo do Senhor, pelo desrespeito a Suas peculiares leis na habitação humana, é uma violação da lei de Deus.
Conselho sobre regime alimentar, p.17

Um poder acima e de fora do homem deve atuar nele, para que sólidas vigas sejam introduzidas no edifício de seu caráter. A presença de Deus deve permanecer no santuário interior da alma. "Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como Ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo." II Cor. 6:16. "Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado." I Cor. 3:16 e 17. ...
E Recebereis Poder – Meditação matinal, p. 44.

O Céu encheu-se de tristeza quando se compreendeu que o homem estava perdido, que o mundo que Deus criara deveria encher-se de mortais condenados à miséria, enfermidade e morte, e não haveria um meio de livramento para o transgressor. A família inteira de Adão deveria morrer. Vi o adorável Jesus e contemplei uma expressão de simpatia e tristeza em Seu rosto. Logo eu O vi aproximar-Se da luz extraordinariamente brilhante que cercava o Pai. Disse meu anjo assistente: Ele está em conversa íntima com o Pai. A ansiedade dos anjos parecia ser intensa, enquanto Jesus Se comunicava com Seu Pai. Três vezes foi encerrado pela luz gloriosa que havia em redor do Pai; na terceira vez, Ele veio de Seu Pai, e podia ser visto. Seu semblante estava calmo, livre de toda perplexidade e inquietação, e resplandecia de benevolência e amabilidade, tais como não podem exprimir as palavras.
História da Redenção, p.42

Fez então saber ao exército angelical que um meio de livramento fora estabelecido para o homem perdido. Dissera-lhes que estivera a pleitear com Seu Pai, oferecera-Se para dar Sua vida como resgate e tomar sobre Si a sentença de morte, a fim de que por meio dEle o homem pudesse encontrar perdão...
História da Redenção, p.42.

O Universo está contemplando a controvérsia que se desenrola na Terra. A um custo infinito, tem Deus provido para cada homem a oportunidade de conhecer aquilo que o tornará sábio para a salvação. Quão ansiosamente olham os anjos para ver quem se aproveitará dessa oportunidade!
Maranata – Meditação matinal, p.21.

Todo homem tem hábitos corruptos e pecaminosos que precisam ser vencidos por combate vigoroso. Requer-se de toda alma que combata o combate da fé. Se alguém é seguidor de Cristo, não pode ser astuto no negócio, não pode ser duro de coração, falto de compaixão. Não pode ser vulgar na linguagem. Não pode ser cheio de arrogância e presunção. Não pode ser despótico, nem usar palavras ásperas, e censurar e condenar.
Mensagens escolhidas,V.II, p.20.

Mediante a obediência as leis de Deus, pode o homem ser um conquistador de si mesmo, conquistador de suas próprias inclinações, conquistador de principados e potestades, dos "príncipes das trevas deste século", e das "hostes espirituais". Efés. 6:12.
Mente, caráter e personalidade, V.II, p.407.

O homem ou a mulher que preservam o equilíbrio da mente, ao serem tentados a condescender com a paixão, está diante de Deus e dos anjos celestiais numa posição mais elevada que o mais renomado general que já conduziu um exército à batalha e à vitória.
Orientação da Criança, p.95.

O despojar o homem da liberdade de escolha seria privá-lo de sua prerrogativa de um ser inteligente, e fazer dele um mero autômato. Não é propósito de Deus coagir a vontade. O homem foi criado como ser moral livre. Como os habitantes de todos os outros mundos, devia ser sujeito à prova da obediência; mas nunca é levado a uma posição tal em que render-se ao mal, se torne coisa forçosa. Nenhuma tentação ou prova se permite vir àquele que é incapaz de resistir.
Mente, caráter e personalidade, V.II, p.421.

Será que o homem, criado à semelhança de Deus, dotado de raciocínio e linguagem, seja o único indigno de Suas dádivas e desobediente à Sua vontade? Causarão unicamente os seres racionais confusão em nosso mundo?
Parábolas de Jesus, p.82

Unicamente ao homem, a coroa de Sua criação, Deus deu uma consciência para reconhecer as sagradas reivindicações da lei divina, e deu-lhe um coração capaz de amá-la como lei santa, justa e boa. É requerida do homem pronta e perfeita obediência. Todavia, Deus não o obriga a obedecer; deixa-o como livre agente moral.
Reavivamento e seus resultados, p.30.

Com quase impaciente ansiedade esperam os anjos nossa cooperação; pois o homem deve ser o instrumento para comunicar com o homem. E, quando nos entregamos a Cristo numa consagração de toda a alma, os anjos se alegram de poderem falar por meio de nossa voz, para revelar o amor de Deus.
Serviço Cristão, p.9.

Devemos ser obreiros diligentes; o homem ocioso é uma criatura infeliz. Mas que desculpa pode ser apresentada para a ociosidade na grande obra para cuja realização Cristo deu a vida? As faculdades espirituais deixam de existir se não são exercitadas, e é propósito de Satanás que elas pereçam.
Serviço Cristão, p.84.

A DOUTRINA DO HOMEM
ANTROPOLOGIA PSICOLÓGICA

Freud refutou a crença em Deus dizendo que ela é somente uma projeção dos temores e dos desejos inconscientes do homem. Assinalou a existência de uma religião neurótica. Indicou que a liberdade humana não existe, pois os atos dos homens são o resultado de impulsos cegos ou mecanismos produzidos nele por experiências da infância. Refutou a idéia de que o homem é um ser racional, pois segundo ele, muitas vezes, a poderosa razão é simplesmente uma escrava dos instintos irracionais.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

Por outro lado, entretanto, Freud deu uma boa contribuição à antropologia teológica, pois assinalou claramente que o homem deve ser considerado como um ser indivisível e rejeitou o dualismo da mente e o corpo.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
“Conheço as vossas lágrimas; também eu chorei. Aqueles pesares demasiado profundos para serem desafogados em algum ouvido humano, Eu os conheço. Não penseis que estais perdidos e abandonados. Ainda que a vossa dor não encontre eco em nenhum coração na Terra, olhai para mim e vivei.”
(White,  O Desejado de Todas as Nações, p. 466).

Karl Rahner, afirma que o homem, por ser “a possível alteridade de Deus", nunca pode estar ausente de qualquer teologia porque "nada se pode dizer de Deus sem que, ao mesmo tempo, exista uma referência ao homem.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

Pelágio cria que a contínua insistência no fato de que o homem está depravado e debilitado é a causa pela qual cada ser humano peca, pois pensando que ele não pode fazer outra coisa senão pecar, está psicologicamente preparado para cometer o pecado.
O único elemento resgatável na doutrina de Pelágio é a ação que estimula a força do exemplo.
Desde cedo deve ser considerado como uma força que se exerce sobre um homem que já possui uma natureza depravada. Este era o caso dos homens que seguiram o exemplo de Caim. A influência exercida sobre seus descendentes por sua vida e ensino, determinou o estado de corrupção que exigiu a destruição do mundo inteiro pelo dilúvio.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

Charles Swindoll afirma sobre a igreja: “Somos o único exército que conheço que fuzila seus feridos”.
Oliveira, Sabedoria Concentrada, p. 152.

Dietrich Bonhoeffer sintetiza suas idéias humanistas em duas frases: "Ser um homem" é “ser homem para os outros” Nós poderíamos dizer: Ser um homem é ser um cristão, entretanto, Bonhoeffer inverte a frase e diz: “Ser um cristão não significa ser religioso de um modo particular, mas ser um homem”: E continua: "um homem, simplesmente”. A frase: "O homem para os outros" reflete nossa relação com Deus por meio de Cristo, que é "uma nova vida para os outros através da participação do ser de Deus.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

“Assim, não pense que estou infeliz. Afinal, o que felicidade e infelicidade significam? Elas dependem muito pouco das circunstâncias e muito mais do que se passa dentro de nós”.
Bonhoeffer escrevendo para sua noiva Maria, pouco tempo antes de Hitler o condenar à morte.
O homem é um ser religioso. A religião é a ascensão do homem para Deus, a sua progressiva aproximação de Deus. Essa aproximação não é uma exigência imposta de fora, na forma de alguma lei ou decreto baixado pela vontade e pelo poder de Deus (como quando um escravo obedece ao seu senhor); é, antes, uma exigência inscrita no ser profundo do homem, feito à imagem e semelhança de Deus.
Mondin, Quem é Deus, p.398.

A atividade religiosa do homem tem fundamento objetivo e, por isso, é plenamente justificada, também diante do tribunal da razão. Por isso, é justo e necessário que o homem seja religioso. Quem não é religioso não enriquece a própria humanidade; não se torna super-homem; antes, vira menos-homem: regride para as condições da animalidade.
Mondin, Quem é Deus, p.398.
Abraham Heschel declara que "a Bíblia é primeiramente não a visão que o homem tem de Deus, mas a visão que Deus tem do homem”. A Bíblia não é a teologia do homem, mas a antropologia de Deus, que trata do homem e daquilo que Ele pede do homem, e não da natureza de Deus. A inspiração de Israel não era conhecer o Absoluto, mas saber o que Ele quer do homem. Comungar com Sua vontade e não com Sua essência.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente
Como acertadamente disse Hans Walter Wolff, "cada nova geração deveria fazer-se as perguntas pelo ser do homem". Perguntas tais como as seguintes: "Que é o homem?" (Salmos 8:4; 56 7:17). "Quem sou eu?" (Êxodo 3:11; TI Sam. 7:18). "Homem, quem és tu?" (Gen. 3:9). Existem respostas a estas perguntas, no entanto, não devem ser procuradas fora da fé em Deus.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

O relato sobre a criação encontra-se na Bíblia. Está dividido em duas partes: um relatório geral da criação (Gen. 1:1 - 2:3) e depois um relatório específico da criação do ser humano (Gen. 2:4 -25).
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

Tomas de Aquino, baseando-se em Col. 3:10 conclui que “a imagem de Deus pertence somente à mente”. Ainda que em todas as criaturas exista algum tipo de semelhança com Deus, somente na criatura racional encontramos uma semelhança de imagem.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

A palavra que aparece na deliberação de Deus e Sua resolução a criação do homem (Gn 1:26), são tselem que significa “imagem, estátua, esculpido” e aparece na Bíblia com o significação de forma ou aparência (Sal. 73:20), expressando algo que é como uma sombra ou imagem (Sal. 39:6), indicando a idéia de uma imagem material (II Reis 11:18; I Sam. 6:5, 11; Eze. 7:20; 16:17; 23:14).
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

Não é estranho que na vida do homem atual se reflita uma desorientação completa, uma frustração constante no trabalho, uma permanente ausência de sentido e um uso irresponsável dos meios naturais. Tudo isto representa uma destruição de seu próprio ser por se haver apartado do conceito bíblico acerca de sua criação. "Deus criou o homem à Sua própria imagem.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

Esta ética esta diretamente relacionada com o fato de que a palavra de Cristo deve morar na vida daquele que é transformado à Sua imagem (Col. 3:16), pois Cristo tem a mesma imagem da substância de Deus.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

Cristo também é o poder normativo do homem, especialmente dos eleitos, pois eles devem “ser conforme à imagem de Seu Filho”(Rom. 8:29) e sua transformação, que deve ser realizada de glória em glória pelo Espírito do Senhor, tem por norma "a mesma imagem" (II Cor. 3:18). O modelo para o progresso do novo homem é também Cristo como imagem de Deus.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

Acerca de Jesus disse Emerson: “Seu coração era grande como o mundo, mas não existia nele espaço para guardar a lembrança de um erro”.
Pr. Oliveira, Sabedoria Concentrada, p. 164.

A perspectiva bíblica estabelece a plena responsabilidade do homem ao definir o pecado como produto de sua decisão voluntária e deliberada, ela diz que o homem peca pelo fato de haver adquirido uma natureza radicalmente corrupta. Portanto o homem é um ser caído que pertence a uma raça rebelde, cuja única esperança reside na salvação. oferecida por Cristo. A plena responsabilidade que a Bíblia atribui ao homem está baseada no conhecimento que este tem de sua situação pecaminosa.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente







O maior conflito do homem é descrito em Gn 3:14,15. “Então o Senhor Deus disse à serpente: visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos, e o és entre todos os animais selváticos: rastejaras sobre o teu ventre, e comerás pó, todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Nestes textos, Edmond Jacob vê não somente o conflito entre o homem e a serpente, como também "um início da salvação final do homem" e, em conseqüência, descobre um messianismo universal de significação muito maior que aquele messianismo próprio do povo de Israel.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

O homem errante está privado da morada que Deus criou para ele no principio, e vive na morada que ele construiu com suas próprias mãos. Protege-se assim sob suas próprias obras e com tudo isto procura dar sentido à sua vida. Sentindo que nunca consegue, portanto seu viver diário esta sempre ameaçado pela morte.
Mario Veloso, Homem – Pessoa Vivente

Segundo a Sagrada Escritura, a essência do homem não está na racionalidade, na liberdade, na linguagem, na inventividade, na cultura, na religião , etc., mas na sua capacidade de espelhar e de reproduzir a realidade de Deus, isto é, de ser “um ícone” divino.
Mondin, Quem é Deus, p.399.

O “ícone” instituído por Deus no momento da criação, foi deturpado pelo pecado original e plenamente restaurado por Cristo, Verbo encarnado, “ícone” consubstancial com o Pai.
Mondin, Quem é Deus, p.399.

Apesar  de sua matriz essencialmente bíblica, a doutrina da iconicidade apresenta títulos de credibilidade também no campo filosófico. O simples fato de ela ter sido ensinada pelo grande Platão já é uma prova: “Uma só coisa convém ao homem: procurar fugir deste lugar para um outro, o mais rápido possível. E a fuga é uma imitação de Deus, na medida do possível. E imitação é tornar-se justo e santo, baseados numa visão espiritual e intelectual”.
Mondin, Quem é Deus, p.409.

“...Se afinal decidirmos rejeitar a cruz, nosso valor na eternidade será medido pela dor que nossa ausência causará ao coração de Deus.”
 Lição da Escola Sabatina condensada, p. 37.


“Eis que sois menos do que nada, e menos do que nada é o que fazeis...”
Isaías 41:24
                                                                                       
“Tudo posso naquele que me fortalece”
Filipenses 4:13


Este trabalho foi elaborado pelo Pr. Luiz Carlos Lisboa Gondim.
Atualizado e adaptado pelo Pr. Angelo Mário A de A Júnior

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pastor Antônio -  aos alunos do 2ºano da disciplina de heresiologia, peço que comprem o livro; GUIA DE SEITAS E RELIGIÕES,Autor; Bruce Bickel e Stan Jantz‏.
Trabalho para entregar no dia 24 de Novembro; sinteze do livro e os cincos pilares do Islamismo.


os alunos do 2ºano da disciplina heresiologia a prova a ser realizada nos dias 18. 08.2012, 1º semestre.‏